Publicado: 19.01.17

Published: 01.19.17

Se tem algo que 2016 fez por nós, é a busca incessante por conteúdos que abalam nossas estruturas, que nos fazem pensar depois de ler, que simplesmente nos entretenha, que nos acrescente e, de alguma forma, nos faça transpor para algum patamar das nossas vidas. Parece profundo e é mesmo. É assim que nós, de humanas, funcionamos.

Em 2017 é o que queremos fazer cada vez melhor: produzir conteúdos que também tenham esses efeitos em quem lê. No caso do 5 coisas, mostrar um pouco do que nós absorvemos enquanto produtores. Até porque, não existe um mundo em que se produz sem consumir, seja em que negócio for, não é mesmo?

A primeira edição do ano precisava ser um mix de todas as finalidades de um bom texto (ou vídeo, foto, gif). Cada um traz em si uma carga de informação, de densidade, e provoca uma reação diferente ao ser consumido. Gostamos dessa diversidade (não só, mas também) textual, e esperamos que você se identifique com algumas das nossas referências e saia acrescido tanto quanto nós!

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1. Abrir sua casa para pessoas de fora só pensando no dinheiro da estadia não parece o caminho certo para ser um host da Airbnb. Quando a comunidade de startups fala em criar experiências humanizadas e valorizar relações interpessoais, a ideia vai além da peça pra publicidade. Pelo menos foi isso que a Nessa Rodrigues reconheceu ao contar sua experiência de ter recebido 200 pessoas em 2 anos pela plataforma, e como foi lidar com esse mundo de gente dentro do seu lar, que vai além de qualquer índice ou gráfico de rendimentos. Leia aqui o texto 01.

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2. No último ano, pudemos ver claramente vários tipos de comportamento se tornando cada vez mais ultrapassados, instituições com modelos de negócios falidos e métodos de ser-pensar-agir-criar que já caíram em desuso. Nossos hábitos e comportamentos mudam o tempo todo, de criador ao produto final. Em meio à efervescência criativa, vão surgindo propostas que refletem um novo status quo e que são bastante inspiradoras pra nós. Projetos que saem da vala comum e dão aquela cutucada no amiguinho do lado estão acontecendo aqui mesmo, em terras brasileiras. E nós aplaudimos de pé. Leia aqui o texto 02.

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3. Ahh o encanto do cinema! Hoje a gente já sabe que grande parte dos filmes é feito em chroma key e os efeitos não impressionam a nova geração como nos impressionava nos anos 90 (80 para alguns, 70 para outros). O que é realmente mágico são os trabalhos feitos por trás das câmeras lá no início da história da sétima arte. O resultado diante da pouca tecnologia da época. São jogos muito bem pensados de planos, luzes e imagens, estruturados por quem não tinha a última versão do pacote Adobe no Mac Pro de retina. E que deixaram muita gente sem ar, inclusive a gente depois desses gifs reveladores. Leia aqui o texto 03.

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4. Vivemos numa sociedade composta por indivíduos tão diversos, tão singulares, que, como comunicólogos, acabamos num comportamento majoritário de falar e representar apenas um grupo padrão. Nós, mulheres, temos necessidades que vão além do rosa e do vestido rodado de princesa. E dentro do nosso grupo temos milhares de sub-grupos plurais, que também não se identificam com isso. Por favor, sem modelo conto de fada de comunicação. Dando voz à Juliana Bretas, o Meio&Mensagem trouxe esse questionamento tão pertinente: sua marca sabe conversar com as mulheres? Leia aqui o texto 04.

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5. Acha difícil jobs sem briefing? É porque não viu o perrengue pra filmar esse vídeo clipe do Young Thug. O rapper não apareceu para a gravação e o diretor Ryan Staake teve que dar seus pulos com o que tinha na hora: mulheres, mini-carros e crianças destruindo um carro da polícia. O resultado final, que por sinal, não passou pela aprovação do cantor, foi a ótima história que esse desastre rendeu. Isso que é improvisar e fazer acontecer, minha gente. Por mais trabalhos autorais com resultados criativos! Leia aqui o texto 05.