Publicado: 03.02.17

Published: 02.03.17

Não é novidade pra nós e nem pra você que a maneira de se comunicar mudou. Falamos sobre isso insistentemente nos nossos textos, com os nossos clientes e entre nós. Lemos exaustivamente diversos veículos destrinchando como os nichos todos se comportam – sem se preocuparem muito se cada pessoa de cada nicho é um ser individual. Isso é um incômodo, um peso na comunicação e no mundo dos negócios. Como minha marca/ a marca do meu cliente vai conseguir se relacionar com indivíduos tão múltiplos?

sphynx

Primeiro, quando vemos uma realidade diferente da nossa ou quando nos deparamos com mudanças evolutivas tão constantes, como a do comportamento humano, nós, geralmente, temos a mania de:

a) fingir que não existe;

b) observar de longe e esperar por uma padronização;

c) comparar com a própria realidade; e a pior delas,

d) julgar.

Coisas do ser humano. Nós conseguimos compreender as origens desse bloqueio e estranheza, mas não compactuamos. Preferimos trabalhar no modo mais empático, aberto e consciente que podemos, cientes das nossas limitações e privilégios.

Segundo, o tema desse texto foi criado a partir de informações dentro e fora da Internet, com bastante curiosidade e anseio de sermos indivíduos melhores, o que acaba refletindo na maneira que lidamos com o nosso trabalho. A partir daí, começamos a relativizar a maneira como comunicamos e nos relacionamos. Transportamos algumas realidades para os novos comportamentos e os novos meios de comunicar. Acompanha aqui esse pensamento!

monogamy

Uma coisa que você definitivamente precisa saber que existe, que é real, tangível e completamente natural é o chamado relacionamento aberto. Que é simplesmente um relacionamento como outro qualquer, com foco nas vontades, desejos, prazeres do indivíduo, e não da unificação de um casal. É entender que cada indivíduo dessa relação é um ser único, e que não é (e nem pode ser) inteiramente responsável pela completude e felicidade plena do(s) outro(s) indivíduo(s). Não se entra em um relacionamento esperando que o outro te complete. Se entra inteiro para que o outro te transborde. E isso vale para os relacionamentos monogâmicos também! No final das contas, se seu relacionamento for aberto, ele vai ter a forma e o sentido que cada um imprimir nele, é um acordo feito entre os indivíduos presentes na relação. Se você ainda quebra a cabeça pra entender como funciona, e quer desmistificar o bacanal que sempre fazem sobre relacionamentos abertos, indicamos os ótimos textos da Laura Pires, principalmente este e este!

Beleza, mas o que isso tem a ver com comunicação?

Tem a ver sobre sermos mais sinceros, verdadeiros e honestos no nosso diálogo. É sobre termos ouvidos e mente abertas a ouvir, a entender uma realidade que não é a nossa. E respeitar essa realidade, dar um novo sentido a ela. É sobre a eterna desconstrução do ser, pensar e agir. É sobre estar à vontade sem estar confortável. Sobre entender que cada indivíduo consegue carregar uma certa carga de mudanças, desde que esteja disposto a tais. Seja esse indivíduo parte integrante da nossa equipe, parceiro, prospect, concorrente ou cliente.

Se antes era necessário empatia, hoje é necessário mais que se colocar no lugar do outro.

É entender o histórico desse indivíduo. Como pensa, que dores sente, como desenvolve uma ideia, qual a percepção de mundo e demais pessoas e questões afins. Por isso, dialogue exaustivamente, com os canais de comunicação e ouvidos bem abertos a aceitar uma nova realidade. Entenda os pontos pertinentes de um relacionamento aberto para se comunicar e compreender melhor as pessoas ao seu redor. Desconstrua e reconstrua sua visão de como se relacionar, seja com quem for, em que nível for.

No fim das contas, não sabemos bem se estamos em uma linha de raciocínio certa, errada, duvidosa, complexa, viajada, obscura ou completamente irracional. Entendemos essa comparação como uma maneira saudável para todas as partes. É transformador, mas assim como tudo na vida, vamos experimentando, nos transformando e trocando experiências com outras pessoas até chegarmos onde queremos. Para depois, fazer tudo de novo.